Os Melhores Jogadores Da História Do Corínthians

Quem não se lembra da mítica linha de ataque do Coringão de 1951? OK, só quem não era nascido, mas quem não lembra do irreverente Viola? Dos gols de Teleco, Cláudio, Marcelinho Carioca e da classe do doutor Sócrates? Quem não ficou eufórico com o gol de Basílio em 1977, que tirou otimão de um jejum de títulos que já durava 22 anos?

Esses craques com certeza conquistaram um lugar no coração da Fiel, e também na lista que preparamos para lembrar de alguns dos maiores ídolos da história do Sport Club Corinthians Paulista. Não deixe de ler!

Ronaldo

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Reprodução/Youtube
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Ronaldo foi o goleiro campeão de 1990 e conquistou a nação corintiana por suas belas defesas e a tradicional raça alvinegra, tão exaltada pela fiel torcida. O goleiro fez sua estreia no timão em 1988, aos 20 anos de idade, contra o rival São Paulo. O jovem estreou pegando um pênalti, cobrado pelo zagueiro Dario Pereyra.

Ronaldo foi fundamental na conquista do título paulista daquele ano e reinou no gol corintiano por dez anos. O arqueiro é o terceiro jogador que mais vestiu a camisa branco e preta: foram 602 jogos. Conquistou três títulos paulistas, 1988, 1995 e 1997; uma copa do Brasil, em 1995 e o campeonato brasileiro de 1990, o primeiro da história do clube.

Zé Maria

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Reprodução/Web
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Conhecido pela torcida como Super Zé, o lateral-direito Zé Maria encarnou como poucos o espírito aguerrido do corintiano, conhecido por sua força física, o Super Zé literalmente suava sangue com a camisa do timão.

O lateral defendeu o alvinegro do Parque São jorge por 13 anos seguidos, de 1970 a 1983. É o segundo jogador que mais esteve em campo com a camisa do clube, ao todo foram 599 jogos. Conquistou os títulos paulistas de 1977 (quebrando o tabu do time que ficou 23 anos sem vencer um campeonato), 1979, 1982 e 1983. Detalhe: defendeu a seleção brasileira nas Copas de 1970 e 1974.

Chicão

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Paul Fischer/Brazil Photo Press/LatinContent via Getty Images
Paul Fischer/Brazil Photo Press/LatinContent via Getty Images

Chicão, apesar de zagueiro, era um artilheiro. Chegou ao time em um momento de reconstrução, após o rebaixamento no campeonato brasileiro de 2007 e foi peça fundamental para o recomeço corintiano. Defendeu o Corinthians de 2008 a 2013. Exímio cobrador de faltas fez 42 gols em 247 jogos. É o segundo zagueiro com maior números de gols pelo clube.

Além do título que garantiu o acesso à série A do campeonato brasileiro, conquistou os títulos do campeonato paulista de 2009 e 2013; o brasileiro de 2011; a Libertadores da América, o Mundial de Clubes da FIFA em 2012 e a Recopa Sul-Americana de 2013.

Pedro Grané

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Reprodução/Web
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Pedro Grané é o zagueiro com maior número de gols pelo alvinegro de Parque São Jorge, em 179 jogos, fez 48 gols. O jogador defendeu o time operário entre os anos de 1924 e 1932, é considerado um dos melhores laterais-direitos que já passaram pelo clube, e formou um trio famoso com o goleiro Tuffy e o zagueiro Del Debbio nos anos 20 e 30.

Dono de um chute fortíssimo, principalmente nas cobranças de faltas e de pênaltis, Grané ficou conhecido pelo apelido de “420”, nome do canhão de maior calibre de sua época, de fabricação alemã. O zagueiro artilheiro conquistou quatro títulos paulistas: 1924, 1928, 1929 e 1930

Wladimir

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Reprodução/Web
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O lateral-esquerdo Wladimir Rodrigues dos Santos marcou época no time do Parque São Jorge, liderou o movimento conhecido como “democracia corintiana” ao lado de Sócrates e Casagrande, no começo da década de 80. Um lateral à frente de sua época, avançava com muita eficiência e marcava com muita fibra.

É o recordista em números de jogos pelo timão: ao todo Wladimir entrou em campo em 805 partidas de 1972 a 1985, é o corintiano com mais jogos pelo campeonato brasileiro (268), e conquistou os campeonatos paulistas de 1977, 1979, 1982 e 1983. Em 1985 foi jogar pelo Santo André.

Sócrates

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Paulo Fridman/Corbis via Getty Images
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Dr. Sócrates, um gênio da bola. O “Magrão” ficou conhecido por sua posição política e por influenciar uma geração de jogadores que atuaram ao seu lado. Sócrates entrou para a história do futebol e da política brasileira ao reivindicar ao lado de milhões de brasileiros o fim da ditadura militar e a abertura do processo democrático no país.

Jogou pelo Corinthians de 1978 a 1984, conquistando os títulos paulistas de 1979, 1982 e 1983; marcou 172 gols em 298 jogos. Pela seleção brasileira disputou às Copas do Mundo de 1982 e 1986. A FIFA o tem como um dos grandes jogadores de todos os tempos

Marcelinho Carioca

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Reprodução/Corínthians
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Marcelinho, o carioca da fiel, conquistou a nação corintiana com muitos gols e títulos. Chegou no clube em 1994 declarando que queria fazer história ali e de fato ele fez.

O “pé de anjo” teve quatro passagens pelo clube, ao todo foram 433 jogos, com 206 gols marcados. Irreverente e um dos melhores cobradores de faltas do futebol brasileiro de todos os tempos, é o quinto maior artilheiro da história do timão, tendo colecionado títulos como os títulos paulistas de 1995, 1997, 1999 e 2001; a Copa do Brasil de 1995; o bicampeonato brasileiro de 1998 e 1999, além do Mundial de Clubes da FIFA em 2000.

Neto

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Reprodução/Corínthians
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Um meia habilidoso, excelente cobrador de falta, mas com ego maior que seu próprio futebol, o camisa 10 José Ferreira Neto chegou no Corinthians em 1989 e em 1990 entrou para a galeria de grandes ídolos do clube ao ser o grande nome da conquista do primeiro título nacional do clube em toda sua história.

Além do brasileiro de 90 conquistou pelo clube o título paulista de 1997. Neto disputou 246 partidas pelo time e marcou 81 gols. Conquistou, em Seul 1988, ao lado de Bebeto, Careca, Romário e Taffarel, entre outros, a segunda medalha de prata olímpica do futebol masculino brasileiro.

Tuffy

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Reprodução/Web
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Primeiro ídolo abaixo das traves do clube alvinegro, tinha enorme facilidade para pegar pênaltis, e era considerado um galã em sua época – tanto que participou do filme Campeão Futebol de 1931. Contudo, segundo o livro Timão 100 anos, de Celso Unzelte, as costeletas e a maneira de se vestir do goleiro lhe renderam o apelido de Satanás.

Só foi chegar ao Corinthians em 1928, quando atingiu o auge de sua carreira. Formou uma defesa invejável com os zagueiros Pedro Grané e Del Debbio. Com o forte sistema defensivo, foi tricampeão Paulista em 1928, 1929 e 1930. Sua passagem pelo Timão durou quatro temporadas.

Rivelino

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Getty Images
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O craque, vestiu a camisa 10 corintiana por 9 anos, 1965 a 1974. Muitos consideram o jogador como o grande jogador de toda a história do Corinthians, só que não pelos títulos, já que Rivelino nunca foi campeão pelo clube, mas sim pela classe, habilidade e elegância que o “reizinho do parque” desfilava dentro de campo.

O Riva fez 144 gols em 474 jogos pelo coringão, contudo, na seleção brasileira teve mais sorte, com a amarelinha conquistou o título de 1970 na Copa do México, também participou dos mundiais de 74 e 78.

Casagrande

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NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images
NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images

O hoje comentarista de TV, Wálter Casagrande Júnior mais conhecido como Casagrande ou simplesmente Casão é outro jogador que conquistou a massa corintiana pela irreverência e dedicação. O típico centroavante da década de 80 participou do time da democracia corintiana, sendo um de seus líderes.

Nas quatro passagens que teve pelo clube, entre 1980 e 1994, Casão fez 256 jogos e marcou 103 gols, conquistou os paulistas de 1982 e 1983. Tinha como melhor característica o cabeceio, além de ser um brigador, dessa forma entrou para a galeria dos grandes ídolos do Corinthians.

Basílio

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Reprodução/Web
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João Roberto Basílio, ou simplesmente Basílio ficou conhecido por ser um jogador de bom passe, grande presença de área e sobretudo pelo espirito de grupo. Jogou 253 partidas pelo clube, marcando 29 gols, o mais importante, sem dúvida foi o gol contra a Ponte Preta no Morumbi na final do paulista de 1977. O gol do pé-de-anjo deu o título ao Corinthians e a fiel pode comemorar um título que não vinha há quase 23 anos.

Chegou ao Parque São Jorge com a missão de substituir Rivelino. Curiosamente, sua estreia foi justamente contra o Fluminense de Rivelino.

Teleco

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Reprodução/Corínthians
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O paranaense Teleco foi um dos ídolos do começo da história do Corinthians, jogando nos anos 30 e sendo até hoje o jogador com maior média de gols por partida – 1.02 gols por jogo – tendo marcado 251 gols em 246 pelo Timão.

A marca impressionante de Teleco é tão admirável que nem mesmo Pelé foi capaz de batê-la. Em números absolutos de gols ele é também o terceiro artilheiro do Timão. Praticamente só jogou no Corinthians, onde se tornou funcionário após deixar os gramados, sendo o responsável pela sala de trofeús do clube, até o dia de seu falecimento, em 22 de julho de 2000, aos 86 anos.

Viola

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Reprodução/CBF
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Viola apareceu pro Brasil jogando pelo Corinthians na final do campeonato paulista de 1988. Era segundo tempo da prorrogação e o garoto franzino que substituía o então centroavante Edmar que defendia a seleção brasileira desviou de carrinho o chute dado por Wilson Mano e deu o título de campeão paulista ao Corinthians. Tamanha era sua confiança nessa partida que Viola entrou em campo vestindo duas camisas e ao marcar o gol jogou uma para a torcida na comemoração.

Retornou ao Corinthians mais experiente em 1992 para se tornar um centroavante muito oportunista e fazedor de gols como poucos. Viola fez parte do elenco da seleção brasileira que ganhou a copa do mundo de 1994.

Cláudio

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Reprodução/Corínthians
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Também conhecido como Gerente, é o maior artilheiro do Corinthians. Além dos seus 305 gols era peça fundamental por sua liderança e grande técnica. Jogador de muita técnica e extremamente perigoso nas bolas paradas, uma de suas jogadas mortais era o cruzamento na cabeça de Baltazar, o Cabecinha de Ouro, que quase sempre resultavam em gol. Além das cobranças de faltas e escanteios. Um especialista nas bolas paradas.

Cláudio era um jogador de muita visão e liderança, sendo muitas vezes uma espécie de técnico de campo, o que fez com que fosse apelidado de Gerente. Foi extremamente injustiçado ao não ser convocado para a copa do mundo de 1950, já que na época era um dos melhores jogadores do Brasil.

Vampeta

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Reprodução/Web
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Vampeta chegou ao Corinthians após passagens por Vitória da Bahia, Fluminense do RJ e PSV da Holanda. Quando foi contratado, a pedido do então técnico Vanderlei Luxemburgo, era lateral direito, mas foi como volante no Corinthians que Vampeta viveu a sua melhor fase.

Ao lado de Rincón formou a melhor dupla de volantes do Brasil na época e conquistou inúmeros títulos, sendo inclusive convocado pra seleção que ganhou a copa do mundo de 2002. Uma curiosidade em relação à copa é que na comemoração, no palácio do planalto junto ao presidente Fernando Henrique Cardoso, Vampeta, num ato de extrema irreverência, desceu a rampa virando cambalhotas.

Tupãzinho

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Reprodução/Corínthians
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Como sempre foi um jogador rápido, de muita agilidade e que se movimentava muito de um lado a outro do campo confundindo a marcação, acabou sendo de vital importância na campanha do título de 90. Ele acabava sofrendo faltas próximas a área, que quase sempre resultavam em gols do Neto ou então resultavam em grandes jogadas com o ponta direita Fabinho que terminavam em gol.

Tupãzinho ainda participou das campanhas do título paulista e da copa do Brasil em 1995 e mesmo sem ser titular, foi sempre um jogador de vital importância no esquema armado pelo então técnico Eduardo Amorim, que costumeiramente o colocava nas partidas para “botar fogo no jogo”.

Biro-Biro

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Ricardo Bufolin/Getty Images
Ricardo Bufolin/Getty Images

Quando chegou do Sport Recife ao Corinthians o então presidente Vicente Matheus o apresentou dizendo que tinha contratado “um tal de Lero-Lero”. Volante de origem, Biro-Biro logo se destacou pela sua raça em campo e pela polivalência já que por diversas vezes atuou como meia e até atacante, tendo a oportunidade de anotar mais de 70 gols pelo Corinthians, muitos deles importantes como o da final do Paulista de 1982.

Biro-Biro logo incorporou o estilo corinthiano de jogar e com isso se tornou uma figura querida por toda a nação alvinegra nos 10 anos que vestiu a camisa do Corinthians. Um fato curioso é que quando chegou ao Parque São Jorge era época de eleição pro senado e o seu nome foi um prato cheio pros eleitores que o “elegeram” escrevendo o seu nome na cédula.

Tite

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RODRIGO BUENDIA/AFP/GettyImages
RODRIGO BUENDIA/AFP/GettyImages

Em três passagens pelo time, o gaúcho Adenor Leonardo Bachi, mais conhecido como Tite entrou para a história do Corinthians como o técnico mais vitorioso de todos os tempos. O multi campeão conquistou o título paulista de 2013, os brasileiros de 2011 e 2015, a Recopa Sul-Americana de 2013, a Libertadores da América e o Mundial de Clubes da FIFA de 2012.

Tite foi jogador, mas nunca defendeu o Corínthians, coisa que só veio a fazer em 2004, mas saiu em 2005, retornando para sua sequência de vitórias somente em 2010