Os Maiores Ídolos Da História Do Grêmio

Grandes jogadores já vestiram a camisa do Grêmio e entraram para a história do clube. Alguns ganharam o carinho e admiração do torcedor pelo talento e pelas taças que levantaram, enquanto outros conquistaram um lugar entre os maiores pela sua identificação com o clube e principalmente pela raça, característica marcante do tricolor gaúcho, demostrada dentro de campo.

Confira a seguir quem são os 22 grandes ídolos da história do Grêmio. Um deles segue defendendo no Imortal!

Renato Portaluppi

Lanus v Gremio - Copa CONMEBOL Libertadores 2017
Amilcar Orfali/Getty Images
Amilcar Orfali/Getty Images

Não há dúvidas que Renato Portaluppi, também conhecido como Renato Gaúcho, é o maior ídolo da história do Grêmio. Com a camisa tricolor, ele foi o protagonista dos primeiros títulos internacionais do clube, a Libertadores e o Mundial de 1983. O então camisa 7 ainda conquistou dois estaduais (1985 e 1986). No total, o habilidoso e polêmico atleta atuou em mais de 260 partidas, tendo marcado 74 gols.

Renato também vem construindo uma trajetória vitoriosa na casamata e já é o técnico que mais vezes comandou o Grêmio. Era ele o treinador do time gaúcho na conquista do tricampeonato da Libertadores, em 2017. Além disso, ele colocou em seu currículo até agora a Copa do Brasil de 2016 e os estaduais de 2018, 2019 e 2020.

Tarciso

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Lucas Uebel / Grêmio FBPA
Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Tarciso “Flecha Negra” também é um dos maiores ídolos da história do Grêmio. Nascido em 15 de setembro de 1951, coincidentemente mesmo dia e mês da fundação do clube gaúcho, o atacante chegou ao Olímpico em 1973 para fazer história. Ele é até hoje o jogador que mais vestiu a camisa do Grêmio e segundo maior goleador da história do clube, ficando atrás apenas de Alcindo, o “Bugre”.

De 1973 a 1986, Tarciso atuou em 721 jogos e marcou 226 gols. Durante seu período na equipe, ele conquistou o Mundial e a Libertadores de 1983, o Brasileiro de 1981 e os estaduais de 1977, 1979, 1980, 1985 e 1986. Infelizmente, Tarciso faleceu no dia 05 de dezembro de 2018.

Alcindo

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Reprodução
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Alcindo também fez história no Tricolor e segue sendo o maior artilheiro da história do clube, com nada menos do que 264 gols. Desses, 13 foram anotados em Gre-Nais, fazendo dele um dos recordistas no clássico. O “Bugre”, como ficou conhecido, marcou época defendendo as cores do Grêmio onde sagrou-se pentacampeão gaúcho em 1964, 65, 66, 67 e 68. Posteriormente, retornou ao Grêmio em 1977 para ajudar na conquista do título gaúcho daquele ano, depois de oito anos de jejum.

Reconhecido como um dos maiores centroavantes da historia gremista, Alcindo faleceu em 2016.

Danrlei

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JEFFERSON BERNARDES/AFP via Getty Images
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Revelado pelo Grêmio, Danrlei é um dos jogadores com mais identificação com a torcida gremista e um dos que mais atuaram com a camisa do clube. De 1993 a 2003, ele entrou em campo 591 vezes, perdendo apenas para Tarciso e Airton Pavilhão.

Além disso, Danrlei foi o grande símbolo dos vitoriosos anos 90. O então goleiro foi um dos protagonistas e líderes da equipe que conquistou a Libertadores de 1995 e o Campeonato Brasileiro do ano seguinte. Ele também tem em seu currículo três edições da Copa do Brasil (1994, 1997, 2001), cinco títulos do Gauchão (1993, 1995, 1996, 1999 e 2001), uma Recopa Sul-Americana (1996).

Gessy

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Reprodução/Site Grêmio
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O ex-meia Gessy é terceiro maior artilheiro do clube, com 206 gols, e também um grande ídolo dos torcedores, principalmente os que acompanharam a equipe nos anos 50. Em sete temporadas, ele conquistou o Campeonato Gaúcho pelo Grêmio cinco vezes, em 1956, 57, 58, 59 e 60. Tendo o drible e a assistência como principais armas, o craque também participou da conquista do Campeonato Sul-Brasileiro (Taça da Legalidade) em 1962.

Baltazar

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Helio Devinar/Acervo Grêmio
Helio Devinar/Acervo Grêmio

Logo que chegou no Grêmio, Baltazar Maria de Moraes Júnior já conquistou seus primeiros títulos. O centroavante foi bicampeão Gaúcho (1979 e 1980), sendo artilheiro do estaduais por dois anos seguidos; em 1980 (28 gols) e 1981 (20 gols).

Mas ele ficou mesmo marcado na história do clube por ter anotado o gol da conquista do primeiro título do Campeonato Brasileiro (1981), na vitória gremista de 1 a 0 sobre o São Paulo, em pleno Morumbi, no dia 3 de maio de 1981. O gol teve um gosto ainda mais especial pois ele havia perdido um pênalti na partida de ida no Estádio Olímpico. Baltazar é o sétimo artilheiro do Grêmio, com 130 gols.

Jardel

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Divulgação/gremio.net
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Embora tenha chegado sem status de grande estrela, Jardel se tornou uma peça importantíssima na conquista da Libertadores de 1995. Com seu poder de finalização, especialmente no jogo aéreo, o centroavante marcou 12 gols e foi o artilheiro da edição conquistada pelo clube gaúcho.

Também participou das conquistas do Campeonato Gaúcho (1995 e 1996) e da Recopa Sul-Americana (1996). No total, foram 91 jogos disputados e 81 gols anotados, média de quase 1 gol por jogo.

Hugo de León

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Divulgação/gremio.net
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Hugo de León também tem seu lugar garantido entre os dez maiores ídolos da história do Grêmio e ocupa a primeira colocação entre os estrangeiros que já vestiram a camisa tricolor.

Atuando como zagueiro, o uruguaio ficou conhecido como um dos principais representantes da ‘raça’ que é atribuída até hoje ao Imoral Tricolor. Você provavelmente já viu a foto em que ele aparece erguendo a taça da Libertadores com sangue no rosto. Aliás, ele foi o capitão das conquistas da Libertados da América e do Mundial de 1983, tendo antes participando do título brasileiro de 1981.

Luan

Lanus v Gremio - Copa CONMEBOL Libertadores 2017
Amilcar Orfali/Getty Images
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Luan é um dos ídolos recentes do Grêmio. Foi ele o principal destaque da equipe que conquistou o título da Libertadores de 2017. Inclusive, o jogador recebeu o prêmio de Rei da América na tradicional eleição do jornal “El País”, do Uruguai, com a participação de jornalistas da América do Sul, pelo seu desempenho na competição. Antes, o meia-atacante também havia sido protagonista da conquista da Copa do Brasil de 2016.

De 2014 a 2019, ele marcou 77 gols com a camisa do Grêmio, ocupando a 13ª posição entre os artilheiros da história do clube. Com 41 gols marcados, é o maior artilheiro da Arena do Grêmio. No final de 2019, após cair de rendimento, Luan foi negociado com o Corinthians.

Adílson Batista

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Marcelo Hernandez/LatinContent via Getty Images
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Adílson Batista ficou conhecido como Capitão América por conta do título da Libertadores conquistado pelo clube em 1995. Foi ele o responsável por erguer a taça do bicampeonato gremista.

Ele e seu companheiro, o paraguaio Catalino Rivarola, formaram uma das mais fortes zagas que o clube gaúcho já teve em sua história. Além de ser muito técnico, Adílson era considerado uma das lideranças do grupo na época. Em 2003, ele retornou como técnico para ajudar o time a escapar do rebaixamento na Série A do Brasileirão, mas acabou demitido no ano seguinte.

Eurico Lara

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Divulgação/Grêmio
Divulgação/Grêmio

Eurico Lara defendeu o Grêmio por 16 temporadas (de 1920 a 1935). Durante sua passagem pelo clube gaúcho, ele disputou 217 partidas e conquistou 16 títulos. Sua trajetória foi tão marcante que ele teve seu nome citado no hino do clube, escrito por Lupicínio Rodrigues. “Lara o craque imortal, soube seu nome elevar, hoje com o mesmo ideal, nós saberemos te honrar”, diz parte da letra.

Em seu último ano no clube, mesmo doente do coração, fez questão de entrar em campo para encarar o rival Inter na decisão do então Campeonato Farroupilha, vencida pelo Grêmio. Faleceu cerca de dois meses depois, em novembro de 1935, aos 38 anos.

Dinho

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Matthew Ashton/EMPICS via Getty Images
Matthew Ashton/EMPICS via Getty Images

O sergipano Edi Wilson dos Santos, conhecido como Dinho, chegou ao Olímpico em 1995, aos 29 anos de idade, para conquistar o torcedor gremista e entrar para os grandes nomes da história do clube. Apelidado carinhosamente de ‘Cangaceiro dos Pampas’, ele soube representar muito o estilo de jogo do Grêmio.

Além de demostrar muita raça em campo, ele tinha muita qualidade técnica e foi decisivo quando o time precisou. Foi ele quem bateu o pênalti que confirmou o título da Libertadores de 1995 para o Grêmio, contra o Atlético Nacional, na Colômbia, por exemplo. Ele também ajudou o clube a conquistar Campeonato Gaúcho (1995 e 1996), Copa do Brasil (1994 e 1997), Campeonato Brasileiro (1996) e Recopa Sul-Americana (1996).

Paulo Nunes

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Reprodução/Instagram @paulonunes7
Reprodução/Instagram @paulonunes7

Paulo Nunes também não poderia ficar de fora da lista. Campeão do Campeonato Brasileiro de 96, campeão da Copa do Brasil de 97, campeão da Libertadores de 95, entre outros títulos, o “Diabo Loiro” construiu um trajetória vitoriosa no clube e foi um dos grandes nomes dos anos 90.

O ex-atacante não apenas participou das conquistas, como também foi protagonista, sendo o artilheiro do Campeonato Brasileiro de 1996, com 16 gols marcados, e da Copa do Brasil de 1997, com 9 gols. No total, foram 73 gols em 162 partidas disputadas com a camisa do Grêmio. Ele ocupa a 16º posição na lista de artilheiro do clube.

Everaldo

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Divulgação/Site Oficial Grêmio
Divulgação/Site Oficial Grêmio

Desde os 13 anos no Grêmio, o lateral-esquerdo estreou na equipe principal aos 18 anos e foi três vezes campeão gaúcho (1966, 1967 e 1968). Em 1967, aos 23 anos, foi convocado pela primeira vez para defender a Seleção Brasileira, tendo posteriormente a chance de integrar o time campeão da Copa do Mundo de 1970 junto com Pelé, Rivelino e outros talentos. No seu retorno a Porto Alegre, Everaldo foi recebido por milhares de pessoas.

No total, foram 374 jogos pelo clube e dois gols marcados. Infelizmente, sua carreira foi interrompida de forma trágica. No dia 27 de outubro de 1974, com apenas 30 anos, ao retornar de uma viagem ao interior do Rio Grande do Sul, Everaldo acabou se envolvendo em um acidente automobilístico.

Aírton Pavilhão

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Divulgação/Twitter Oficial Grêmio
Divulgação/Twitter Oficial Grêmio

Airton Ferreira da Silva, mais conhecido como Airton Pavilhão, defendeu o Grêmio nas décadas de 50 e 60 e até hoje é considerado um dos melhores zagueiros que já passaram pelo clube. No total, Pavilhão conquistou 11 títulos do Campeonato Gaúcho, todos no período de 1956 até 1967.

Além de muitos títulos conquistados pelo clube gaúcho, Aírton ficou famoso por ter sido um dos zagueiros que melhor marcou Pelé, fato este reconhecido pelo próprio Rei do Futebol. Para completar, ele é segundo jogador que mais atuou pelo Grêmio, somando 592 jogos.

Roger Machado

Gremio v Internacional - Brasileirao Series A 2015
Lucas Uebel/Getty Images
Lucas Uebel/Getty Images

Roger Machado começou nas categorias de base do clube e posteriormente se tornou um grande ídolo da torcida. No total, ele jogou 504 partidas pelo Tricolor e marcou sete gols.

O ex-lateral esquerdo ficou na equipe de 1994 a 2003, tendo conquistados diversos títulos importantes como da Copa do Brasil (1994, 97 e 2001), do Campeonato Gaúcho (1995, 96, 99 e 2001), da Copa Libertadores (1995) e do Campeonato Brasileiro (1996). Já em 2015, retornou ao clube como treinador, ficando um pouco mais de um ano na função.

Marcelo Grohe

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EITAN ABRAMOVICH/AFP via Getty Images
EITAN ABRAMOVICH/AFP via Getty Images

Atualmente no Al-Ittihad, Marcelo Grohe foi um dos destaques do futebol nacional nos últimos anos. Com a camisa do Grêmio, o goleiro entrou em campo em mais de 400 jogos, e foi campeão gaúcho (2006, 2007, 2010 e 2018), da Copa do Brasil de 2016 e da Libertadores em 2017.

As boas atuações com o time gaúcho lhe renderam algumas convocações para defender a Seleção Brasileira. Integrou o elenco brasileiro que disputou a Copa América de 2015 e a Copa América Centenário de 2016.

Arce

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O paraguaio Francisco Javier Arce Rolón, também conhecido como Arce, é um dos estrangeiros que deixaram sua marca na história do Grêmio. O lateral-direito chegou em Porto Alegre em 1995 e fez parte do grupo comandado por Felipão que venceu diversos títulos como a Libertadores de 1995, o Campeonato Brasileiro de 1996, a Recopa Sul-Americana 1996 e a Copa do Brasil de 1997.

Em 1997, Scolari levou Arce junto consigo para o Palmeiras, onde também foi multicampeão e se tornou ídolo.

Pedro Geromel

Lanus v Gremio - Copa CONMEBOL Libertadores 2017
Demian Alday/Getty Images
Demian Alday/Getty Images

O único jogador da nossa lista que ainda atua pelo Grêmio é Pedro Geromel. O zagueiro está no clube gaúcho dede 2014 e, com mais de 300 jogos no currículo, já é um dos grandes ídolos do torcedor gremista.

Desde que foi apresentado com a camisa tricolor, Geromel venceu diversos torneios importantes, sendo, inclusive, capitão em quase todas as conquistas. Ele já levantou as taças do Campeonato Gaúcho (2018, 2019 e 2020), Copa do Brasil (2016) e Libertadores (2017).

Mauro Galvão

Mauro Galvão
Divulgação/Site CBF
Divulgação/Site CBF

Embora tenha defendido o rival Internacional, Mauro Galvão também conseguiu seu lugar como ídolo gremista. Isso porque ele ergueu três taças pelo Grêmio. De 1996 a 1997, como um dos líderes do grupo, o zagueiro conquistou um Gauchão, uma Recopa Sul-Americana e o Brasileirão de 1996.

Ele retornou ao Grêmio em 2001, um ano antes de sua aposentadoria, e comandou a zaga campeã estadual e da Copa do Brasil de 2001 sob o comando do técnico Tite.

Anderson

Picture taken on 11 June 2005 in Porto A
JEFFERSON BERNARDES/AFP via Getty Images
JEFFERSON BERNARDES/AFP via Getty Images

Cria da base do Grêmio, Anderson subiu para o profissional em 2004 e se tornou ídolo do torcedor gremista ao marcar o gol que deu ao clube o título da Série B em 2005. Foi dele o gol da vitória de 1 a 0 sobre o Náutico na partida que ficou conhecida como Batalha dos Aflitos. Além do título, ele garantiu o retorno da equipe gaúcha à elite do futebol nacional.

Ronaldinho

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VANDERLEI ALMEIDA/AFP via Getty Images
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O nome mais polêmico da nossa lista! Ronaldinho Gaúcho foi revelado pelo Grêmio e atuou no elenco principal de 1998 a 2001. Apesar do pouco tempo, teve atuações marcantes e pode ser considerado o melhor atleta já revelado pela base do clube.

No entanto, Ronaldinho conquistou apenas o Gauchão e a Copa Sul em 1999 e deixou o clube de forma bastante polêmica. Por conta da forma como sua saída foi tratada, nem todos os gremistas o consideram um ídolo.