Os Craques Que Nunca Jogaram Uma Copa Do Mundo

Jogar uma Copa do Mundo é o sonho de qualquer atleta de futebol. Porém, alguns craques nunca tiveram essa grande oportunidade. Mesmo com todo o talento, eles acabaram de fora da disputa por algum motivo.

Separamos alguns jogadores que tinham tudo para participar de uma Copa, mas não viveram esse sonho. As razões são as mais variadas: mau comportamento, lesão, seleção não classificada e até tragédia. Confira!

Gareth Bale (País de Gales)

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O atacante é vítima do baixo rendimento do País de Gales. Bale foi escolhido o melhor jogador da Premier League na temporada 2012/2013 e acumula diversos troféus pelo seu atual clube, o Real Madrid. Porém, ele ficou de fora da Copa em 2014 e agora em 2018 por conta da não classificação do seu país. Em 2017, os galeses deixaram escapar a chance de repescagem na última rodada, ao perder em casa para a Irlanda. O País de Gales não vai a um Mundial desde a sua única participação em 1958.

Alex (Brasil)

Foto: ANTONIO SCORZA/AFP/Getty Images

O meio-campista Alex também não teve a chance de jogar o maior torneio de futebol do mundo. O craque brasileiro mostrou todo seu talento no Coritiba, Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahçe, da Turquia, mas não foi convocado para jogar nenhuma Copa do Mundo. Mesmo estando em ótima fase tanto em 2002 quanto em 2006, ele não foi opção dos técnicos Luiz Felipe Scolari e Parreira. Na Copa Coreia do Sul/Japão, sua convocação era dada como certa, mas Felipão escolheu Ricardinho.

Ryan Giggs (País de Gales)

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Ryan Giggs foi mais um craque a sofrer com o baixo rendimento do País de Gales. Com 35 grandes títulos, o jogador mais premiado do futebol inglês e do Manchester United nunca esteve em uma Copa. Ele tem em seu currículo 13 títulos da Premier League, quatro Copas da Inglaterra, quatro Copas da Liga Inglesa, dez Supercopas da Inglaterra, duas Ligas dos Campeões, uma Copa da Uefa e dois Mundiais. Em janeiro de 2018, Giggs foi anunciado como treinador da seleção do País de Gales, substituindo Chris Coleman, que levou o país às semifinais da Eurocopa 2016, mas não se classificou para a Copa do Mundo da Rússia 2018.

Alfredo Di Stéfano (Argentina/Espanha)

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O argentino Di Stéfano foi considerado o quarto melhor jogador do século XX, segundo a IFFHS, atrás apenas de Pelé, Cruyff, Beckenbauer e na frente de Maradona. O eterno ídolo do Real Madrid nunca atuou em uma Copa por dois motivos. Sua primeira oportunidade não se concretizou pelo cancelamento do evento por conta da Segunda Guerra Mundial. Algum tempo depois, ele acabou se naturalizando espanhol para jogar a Copa de 1962 pela La Fúria, mas se lesionou e não chegou a participar de nenhuma partida. Assim, ele se aposentou sem nenhuma participação em Mundial.

Djalminha (Brasil)

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Assim como Alex, Djalminha teve poucas chances de mostrar seu futebol com a camisa do Brasil. Em 2002, Felipão chegou a confessar que ele estava na lista de convocados. Porém, ele foi vetado após dar uma cabeçada no treinador do La Coruña, Javier Irureta, em um treino da equipe espanhola. Em seu lugar o treinador brasileiro chamou Kaká, que jogava no São Paulo e tinha apenas 20 anos. Com passagem de destaque por Guarani, Palmeiras e La Coruña, Djalminha jogou apenas em 14 jogos com a seleção brasileira, conquistando a Copa América de 1997.

Valentino Mazzola (Itália)

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Um tragédia interrompeu a vida e carreira de Mazzola. O meia-atacante era o capitão e principal jogador do Torino, que dominou o futebol italiano na década de 1940. No entanto, um triste acidente aéreo culminou na morte de todo o time do Torino, em 1949, e abreviou sua história no futebol. Até então ele era considerado a principal arma da Itália para a Copa do Mundo de 1950. Anos antes, ele foi um dos grandes prejudicados pela não-realização de Copas devido à Segunda Guerra Mundial.

Bernd Schuster (Alemanha)

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O meio-campista alemão jogou nos três maiores clubes da Espanha (Real Madrid, Barcelona e Atlético de Madrid) e é considerado um dos melhores jogadores da década de 80. Não jogou uma Copa, pois ficou mal visto após recusar a convocação para os últimos jogos das eliminatórias para a Eurocopa 1984 por conta do nascimento do seu filho. Na época, o caso foi considerado um escândalo. Schuster voltou a receber chance na seleção em 1984, mas desentendimentos com Karl-Heinz Rummenigge, Uli Stielike, Paul Breitner e o técnico Jupp Derwall fizeram com que ele pedisse para ser afastado. Praticamente aposentado do selecionado, foi então ignorado por toda a década, embora fosse um dos melhores jogadores europeus do período.

Dejan Petkovic (Sérvia)

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Um craque bem conhecido dos brasileiros também não participou de nenhuma Copa, mas não foi por falta de talento. Devido a seguidos desentendimentos com dirigentes sérvios, Petkovic foi chamado poucas vezes para defender a seleção de seu país. Torcedores brasileiros ficaram inconformados com sua ausência nas Copas de 2006 e 2010. No Brasil, ele teve passagem por diversas equipes como Vitória, Vasco, Fluminense, Atlético Mineiro e Flamengo, onde teve maior sucesso e se tornou ídolo da torcida rubro-negra.

Liam Brady (Irlanda)

Foto: Allsport UK /Getty Images

O meio-campista irlandês é considerado um dos melhores jogadores da história do Arsenal, time com qual ganhou o FA Cup. Com a Juventus conquistou dois títulos nacionais. Mesmo sendo destaques nos clubes em que atuou, ele nunca teve a chance de jogar uma Copa do Mundo. Ele é mais um a sofrer por conta da falta de tradição no futebol do seu país. Ele até teria chances de atuar na Copa de 90, mas anunciou sua aposentadoria um pouco antes.

Éric Cantona (França)

Foto: Bongarts/Getty Images

Destaque no Manchester United e capitão da França, Cantona tinha tudo para brilhar na Copa do Mundo de 1998. Porém, ele agrediu um torcedor do Crystal Palace, em 95, e acabou sendo suspenso por nove meses. Sem poder jogar, ele perdeu o posto na seleção francesa para Zinedine Zindane e nunca mais foi chamado. Cantona encerrou a carreira precocemente no ano de 1997, aos 30 anos de idade. Em 98, os franceses derrotaram o Brasil na final e conquistaram o cobiçado título em casa.

Heleno de Freitas (Brasil)

Foto: Divulgação

O primeiro “bad-boy” do futebol brasileiro não teve sorte. O seu auge como jogador aconteceu na década de 1940, quando a Copa do Mundo estava suspensa por causa da Segunda Guerra Mundial. Durante esse período, fez 18 jogos e marcou 15 gols pela seleção brasileira, vencendo a Copa Roca (1945) e a Copa Rio Branco (1947). Em 1950, haviam alguns que defendiam sua convocação, mas o atacante já começava a entrar nos estágios mais avançados da sífilis, doença que interrompeu sua vida aos 39 anos. Sua história ganhou um filme, onde foi interpretado por Rodrigo Santoro, lançado em 2012.

Duncan Edwards (Inglaterra)

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Edwards foi jogador mais jovem a disputar uma partida na Primeira Divisão Inglesa e, em seguida, o mais jovem a atuar pela Inglaterra desde a Segunda Guerra. Em uma carreira profissional de menos de cinco anos, ele ajudou oManchester United a ganhar dois campeonatos nacionais. Porém, acabou morrendo depois de sofrer um acidente de avião em Munique em 1958, ano que disputaria a Copa do Mundo pelo seu país.

Evaristo de Macedo (Brasil)

Foto: Reprodução

Evaristo foi destaque no Flamengo na década de 1950 e depois se tornou ídolo tanto do Barcelona quanto do rival Real Madrid. No entanto, o atacante não teve muitas chances na seleção brasileira depois que passou a atuar no futebol espanhol em 1957. Naquela época os jogadores brasileiros que atuavam no exterior não costumavam ser chamados para os jogos do Brasil. Com isso, ele ficou de fora dos times que conquistaram a Copa do Mundo de 1958 e de 1962.

Ladislao Kubala (Hungria/Tchecoslováquia/Espanha)

Foto: Gianni Ferrari/Cover/Getty Images

Um dos grandes ídolos do Barcelona, Kubala está entre os grandes craques que não tiveram oportunidades no torneio. Ele é húngaro de nascimento, mas também defendeu a Tchecoslováquia e a Espanha durante sua carreira. Apesar disso, nunca disputou uma Copa do Mundo. Em 1962, sua presença era muito aguardada. Porém, lesões acabaram não lhe permitindo estar entre os convocados de Helenio Herrera para o torneio no Chile.

George Best (Irlanda do Norte)

Foto: Joe Bangay/Daily Express/Getty Images

Apesar de todas as polêmicas, Best é considerado o maior jogador da história do seu país, a Irlanda do Norte. E ele também conquistou a Inglaterra. Ao lado de Bobby Charlton e Dennis Law, o norte-irlandês dominou a Europa com o Manchester United ao conquistar a Copa dos Campeões da Europa em 1967/68. Por toda a história no clube, o ponta-direita acabou ganhando uma estátua em sua homenagem na frente do estádio Old Trafford. Nunca disputou uma Copa porque a seleção da Irlanda do Norte não conquistou vaga na competição durante o tempo em que ele atuava.

Ian Rush (País de Gales)

Foto: Peter Robinson/EMPICS via Getty Images

Com 346 gols em 660 jogos, Ian é o maior goleador da história do Liverpool, time onde conquistou diversos títulos. Com a camisa dos Reds, ganhou cinco vezes o Campeonato Inglês, quatro Copas da Inglaterra, cinco Copas da Liga Inglesa e duas vezes a Copa dos Campeões da Europa (atual Champions League). Apesar de tanto sucesso no clube inglês, ele nunca conseguiu classificar o País de Gales a uma Copa do Mundo.

George Weah (Libéria)

Foto: Matthew Ashton/EMPICS via Getty Images

Único africano a receber o prêmio de melhor jogador do mundo pela Fifa, quando brilhava pelo Milan em 1995, Weah não conseguiu realizar o sonho de jogar um Mundial. Nascido na Libéria, ele nunca disputou uma Copa, pois não aceitou se naturalizar francês. Em 1996, chegou a financiar toda a campanha da Libéria nas Eliminatórias e não conseguiu a vaga por conta da dificuldade técnica do restante do time. Neste ano, já aposentado dos gramados, ele foi eleito presidente do seu país.

Neto (Brasil)

Foto: Reprodução/ Wikipedia

O craque Neto, como é conhecido por muitos, fez história no Corinthians ao conduzir o time ao primeiro título brasileiro. Com a camisa do Brasil, a história foi diferente. A convocação para a Copa de 1990 era dada como certa por muitos, mas o técnico Sebastião Lazaroni resolveu não levar o atleta para a Copa daquele ano. Neto costumava fazer comentários polêmicos e mantinha desentendimentos com alguns jogadores e dirigentes, o que pesou para a não convocação.

Jari Litmanen

Foto: Matthew Ashton/EMPICS via Getty Images

Assim como outros craques, Litmanen deu azar de nascer em um país sem tradição no futebol: a Finlândia. O meia-atacante brilhou pelo Ajax durante boa parte da década de 1990 e ainda passou por Barcelona e Liverpool. Ele é considerado o melhor de todos os tempos do seu país. Além disso, detém o status de jogador com mais partidas jogadas pela Finlândia e é o artilheiro com 32 gols. Porém, não teve a sorte de atuar em uma Copa por conta da não classificação do seu país.