As “Maldições” Mais Conhecidas Dos Esportes Mundiais

O esporte nem sempre é racional. Dentro e fora de campo, atletas e torcedores se envolvem de forma fervorosa com os clubes. Por isso, muitos acreditam em superstições, crenças e até mesmo em maldições. E certas “pragas” são levadas bem a sério, como é o caso da “Maldição de Arubinha”, que atormentou o Vasco por anos.

Confira abaixo algumas histórias extraordinárias de maldições e crenças que assombraram (ou ainda assombram) times de futebol e outras modalidades mundo todo. Alguns brasileiros sofreram com a “maldição” do slide 7.

Maldição de Béla Guttmann

Campeão de duas edições da Taça dos Campeões Europeus, que atualmente leva o nome de Liga dos Campeões, duas vezes vencedor do Campeonato Português e uma da Taça de Portugal, o técnico Béla Guttmann pediu aumento salarial quando foi renovar seu contrato com o Benfica. Depois de ter o pedido negado, o húngaro deixou o clube com as seguintes palavras: “Vocês não vão ganhar um título europeu nos próximos 100 anos”. Passados bons anos, os encarnados até disputaram decisões, mas perderam todas. Se Guttmann estiver certo, o próximo título europeu das Águias só virá depois de 2062! Será?

Foto: Keystone/Hulton Archive/Getty Images
Foto: Keystone/Hulton Archive/Getty Images

Maldição de São Marcos

O ex-goleiro do Palmeiras Marcos pagou pela boca. Segundo informações de bastidores, quando o seu time conseguiu o acesso para a Série A, após o rebaixamento de 2003, o ídolo palmeirense disse que o clube só cairia novamente quando o rival Corinthians fosse campeão da Copa Libertadores. E para o desespero de São Marcos, as palavras foram ouvidas em 2012, ano do título corintiano e do novo rebaixamento à Série B do Palmeiras. Seria mera coincidência?!

Foto: Joao Castellano/LatinContent/Getty Images
Foto: Joao Castellano/LatinContent/Getty Images

Maldição de Tilcara

Antes de vencer a Copa do Mundo de 1986, no México, a seleção argentina treinou no vilarejo de Tilcara, encravada na Cordilheira dos Andes. Lá, Diego Maradona e seus companheiros de grupo fizeram a promessa à Virgem de Copacabana, de que voltariam à cidade para agradecer caso conquistassem a cobiçada taça. Mas os jogadores não voltaram! O resultado? Nunca mais foram campeões do Mundial. A última final foi no Brasil, em 2014, quando foram derrotados pelo Alemanha. Muito suspeito!

Foto: Schlage/ullstein bild via Getty Images
Foto: Schlage/ullstein bild via Getty Images

Maldição dos 7 gatos

Uma verdadeira maldição aterrorizou o Racing por bons anos, O time Avellaneda foi o campeão argentino, em 1966, além de vencer a Copa Libertadores e a Copa Intercontinental em 1967. Porém, o bom momento terminou no ano seguinte, quando um grupo de torcedores do rival Independiente enterrou sete gatos próximos a um dos gols do estádio do Racing. Desde então, os goleiros cometeram erros inacreditáveis. Os torcedores organizaram uma escavação, mas foram encontrados os corpos de apenas seis felinos. Somente em 1998 o sétimo gato foi encontrado. Três anos depois, em 2001, o Racing voltou a ser campeão argentino.

Foto: Marco Di Lauro/Getty Images
Foto: Marco Di Lauro/Getty Images

Maldição da Orelhuda

A Liga dos Campeões é o principal torneio de clubes do mundo. E levantar essa taça é o sonho de qualquer jogador. Mas existe uma maldição envolvendo quem toca na Orelhuda antes de ser campeão. Ludovic Giuly, Gennaro Gattuso e Anatoliy Tymoshchuk cometeram o erro de encostar no troféu antes do início da decisão e saíram derrotados. Tem coragem?

Foto: Simon Hofmann – UEFA/UEFA via Getty Images
Foto: Simon Hofmann – UEFA/UEFA via Getty Images

Maldição do bode

As maldições não são apenas no futebol! No quarto jogo da World Series, série final do campeonato de basebol da Major League Baseball, em 1945, o Chicago Cubs liderava por 2 a 1 contra o Detroid Tigers. Tudo parecia encaminhado para uma vitória quando uma maldição foi lançada. Presente no estádio com seu bode, Willian Sianis foi expulso por conta do forte cheiro do animal. Sem concordar com a ordem, ele amaldiçoou: “O Cubs não vai ganhar mais nada”. Só depois de 108 anos, já em 2016, o clube conseguiu quebrar a maldição. Bendito (ou maldito?) bode!

Foto: Jim Vondruska/NurPhoto via Getty Images
Foto: Jim Vondruska/NurPhoto via Getty Images

Maldição do melhor do mundo

Desde que foi criado pela Fifa em 1991, o prêmio de melhor jogador do mundo gerou uma maldição. Nenhum jogador eleito no ano anterior ao de uma Copa do Mundo conseguiu vencer o torneio. Tudo começou com Roberto Baggio (1993). Depois seguiu com Ronaldo (1997), Figo (2001), Ronaldinho Gaúcho (2005), Messi (2009) e Cristiano Ronaldo (2013). Se você acredita em superstição, já pode descartar as chances de Portugal vencer a próxima Copa. O último a conquistar o status de melhor do mundo foi o atacante Cristiano Ronaldo.

Foto: Team 2 Sportphoto/ullstein bild via Getty Images
Foto: Team 2 Sportphoto/ullstein bild via Getty Images

Maldição de Ramsey

Para a infelicidade de Aaron Ramsey, essa é uma das maldições mais famosas e indesejadas no mundo do futebol. Acredita-se que quando o galês balança as redes pelo Arsenal, uma celebridade morre na sequência. Entre as “vitimas” estão Osama Bin Laden (2011), Steve Jobs (2011), Whitney Houston (2012), Paul Walker (2013), Robin Williams (2014), David Bowie (2016) e Alan Rickman (2016). Todos morreram dias (ou horas) após um gol de Ramsey. Mas vale lembrar que ele já fez 57 gols na carreira (até março de 2018) e a maioria não matou nenhum famoso (ainda bem!).

Foto: Stuart MacFarlane/Arsenal FC via Getty Images
Foto: Stuart MacFarlane/Arsenal FC via Getty Images

Maldição do Mick Jagger

O cantor britânico ganhou uma péssima fama de azarento durante a Copa do Mundo da África do Sul em 2010. Ele estava presente na torcida quando a Inglaterra foi eliminada e o Brasil perdeu contra a Holanda. Em 2014, Jagger voltou a marcar presença nas arquibancadas no jogo da Seleção Brasileira contra a Alemanha. Com o 7 a 1 sofrido pelo time de Felipão, a maldição do Rolling Stone se fortaleceu. Verdade ou mentira, achamos melhor mantermos ele longe dos jogos da nossa seleção nessa copa da Rússia! “Mick Jaaaaaaagger”

Foto: Jean Catuffe/Getty Images
Foto: Jean Catuffe/Getty Images

Maldição da Copa das Confederações

A Copa das Confederações é uma espécie de “teste” que antecede a Copa do Mundo. Mas reza a lenda que quem vence não leva a taça do Mundial para casa. Um dos exemplos é a Seleção Brasileira. Sempre que venceu o campeonato, o Brasil perdeu a Copa no ano seguinte (1998, 2006, 2010 e 2014), e sempre que perdeu (ou não jogou) a Copa das Confederações, venceu a Copa do Mundo (1994 e 2002). A boa notícia é que a última seleção campeã é a Alemanha! Será que a gente consegue revidar o 7×1 esse ano?!

Foto: Alex Livesey – FIFA/FIFA via Getty Images
Foto: Alex Livesey – FIFA/FIFA via Getty Images

E a maldição segue na Copa América

A maldição também acontece com os vencedores da Copa América. Em toda a história da Copa Mundo, jamais aconteceu de o time vencedor do torneio continental sair do Mundial de futebol com a taça nas mãos. É assim desde que a competição sul-americana existe. A última vítima foi a seleção do Chile, que não conseguiu nem se classificar para a Copa de 2018. Credo…

Foto: Hector Vivas/LatinContent/Getty Images
Foto: Hector Vivas/LatinContent/Getty Images

Maldição da Austrália

Depois de não conseguir a classificação para a Copa do Mundo de 1966, a Seleção Australiana contratou um feiticeiro africano visando a fase qualificatória para a Copa de 70. No primeiro jogo, a Austrália até venceu a seleção da Rodésia (hoje Zimbábue) por 3 a 1. Porém, sem receber o valor pedido, o feiticeiro inverteu a maldição e os australianos não se classificaram para a Copa de 70. A maldição só foi quebrada anos depois, em 2004, quando o documentarista John Safran leu a biografia de Johnnie Warren (um dos jogadores que contratou o bruxo), viajou até o Zimbábue e conheceu um outro feiticeiro que anulou o que havia sido feito no passado. Curiosamente, a Austrália se classificou para a Copa de 2006.

Foto: Phil Cole/Getty Images
Foto: Phil Cole/Getty Images

Maldição dos treinador brasileiros

Existe uma maldição envolvendo os técnico da Seleção. O histórico mostra que os treinadores brasileiros só vencem a Copa do Mundo uma única vez. Embora existam membros da comissão técnica que já conquistaram mais de um título — como Zagallo, por exemplo, que conta com a conquista de quatro copas no currículo — nunca na história do futebol brasileiro um treinador ganhou mais de uma vez. O último teste foi com Felipão, que levou a sua taça em 2002, mas não conseguiu quebrar a maldição em 2014.

Foto: PEDRO UGARTE/AFP/Getty Images
Foto: PEDRO UGARTE/AFP/Getty Images

A maldição do mandante

O Brasil carrega mais uma maldição! Mesmo sendo o maior campeão da história, a Seleção Brasileira nunca conquistou uma Copa do Mundo jogando em casa. E as lembranças não são boas. Depois de perder para o Uruguai na final de 1950, a equipe sofreu uma dura derrota para a Alemanha na semifinal de 2014. Com esses dois resultados negativos, o Brasil se tornou o primeiro país a ostentar título de campeão do mundo, jogar duas Copas em casa, mas não vencer nenhuma delas. O México também perdeu em casa, em 70 e 86, mas nunca venceu uma Copa, então não conta, né?!

Foto: STAFF/AFP/Getty Images
Foto: STAFF/AFP/Getty Images

A maldição de Garabato

Em 1948, o América de Cali estudava a possibilidade de aderir ao profissionalismo, que se implantava no futebol colombiano. Entretanto, o sócio Benjamín Urrea Monsalve queria a manutenção do amadorismo e lançou uma maldição ao sair derrotado de uma reunião: Que torne o time profissional, que faça do América o que eles quiserem… mas eu juro por Deus que eles nunca serão campeões”. E o América de Cali passou a amargar anos sem conquistas. A maldição de Garabato (apelido de Benjamín) durou 31 anos e só encerrou em 1979, com a conquista do Campeonato Colombiano. Porém, alguns torcedores acreditam que a maldição ainda existe por conta dos fracassos na Copa Libertadores. O time já disputou quatro decisões do torneio, três delas consecutivas (1985-1986-1987 e 1996), tendo perdido todas.

Foto: Juan Carlos Quintero/LatinContent/Getty Images
Foto: Juan Carlos Quintero/LatinContent/Getty Images

A maldição de Arubinha

Uma maldição de “mentirinha” aterrorizou o Vasco por alguns anos. Em 1937, o time se atrasou para um jogo por conta de um acidente de trânsito. O Andaraí poderia ter ganho por W.O, mas optou por esperar o adversário, mesmo sob forte chuva. Com a bola rolando, o Vasco não teve piedade e goleou por 12 a 0. Revoltado com a situação, o goleiro Arubinha se ajoelhou e gritou: “Se há um Deus no céu, o Vasco terá de passar doze anos sem ser campeão!”. Foi então que começaram os boatos que Arubinha havia enterrado um sapo morto no gramado de São Januário para dar efeito à maldição. Os dirigentes chegaram a oferecer dinheiro ao atleta e até uma escavação do gramado foi feita em busca do animal. Anos depois, Arubinha confessou que nunca enterrou sapo algum no estádio. Nesse caso, a crença dos jogadores e torcida do vasco parece ser o problema…

Foto: Alexandre Loureiro/Getty Images
Foto: Alexandre Loureiro/Getty Images

A maldição dos ciganos

O Birmingham resolveu construir o estádio St. Andrews em 1906. Mas para isso, o clube precisou tirar um grupo de ciganos que habitava o terreno. Dizem que eles lançaram uma maldição sobre o clube, que teria cem anos de azar. E parece que deu certo! Mesmo tendo vencido a Copa da Liga Inglesa em 1963 e 2011, o time jamais foi campeão inglês e oscila entre a primeira e segunda divisões desde sua existência. Melhor levar os ciganos de volta para lá, vai que…

Foto: Chelsea FC via Getty Images
Foto: Chelsea FC via Getty Images

Ciganos atacam novamente

O Derby County também teve problemas devido a uma maldição de ciganos. Em 1895, o clube deixou seu antigo estádio e passou a jogar no The Baseball Ground, estádio do time decadente de baseball da cidade. Para ampliar a nova casa, o clube obrigou um grupo de ciganos a deixar o terreno. Reza a lenda que uma maldição foi lançada para que o Derby County jamais vencesse a FA Cup, principal competição do futebol inglês na época. Depois disso, a equipe participou de três finais (1897/1898, 1898/1899 e 1902/1903), mas não conseguiu vencer nenhuma. Em 1946, os Rams chegaram novamente à final, mas desta vez o capitão Jack Nicholson resolveu conversar com os ciganos para resolver a questão. Deu certo! O Derby County venceu o Charlton e levou o título da Copa da Inglaterra. Moral da história: não irrite um cigano!

Foto: Catherine Ivill/Getty Images
Foto: Catherine Ivill/Getty Images

Maldição de Maeda

O japonês Ryoichi Maeda jogava pelo Jubilo Iwata desde 2000, mas foi em 2007 que começou a maldição. Sempre o primeiro clube que o centroavante marcava um gol era rebaixado. Isso poderia ser coincidência, pois ele sempre marcava contra clubes que costumam brigar contra o rebaixamento, mas em 2012 seu primeiro gol foi contra o Gamba Osaka, que havia ficado entre os três melhores da J-League nas três últimas temporadas. E o poderoso clube acabou rebaixado naquela temporada. Mas em 2013 a maldição chegou ao fim. Sabe qual clube caiu de divisão naquela temporada? O próprio Jubilo Iwata. Seria o feitiço contra o feiticeiro?!

Foto: Kaz Photography/Getty Images
Foto: Kaz Photography/Getty Images