Super Curiosidades Sobre Giba, Um Dos Melhores Jogadores De Vôlei Da História Do Brasil

Um dos maiores jogadores da seleção brasileira de vôlei e, porque não dizer, do mundo, abandonou sua carreira profissional numa idade até que bem avançada para os padrões esportivos. Aos 37 anos, Giba anunciou sua aposentadoria após anos de sucesso na seleção brasileira e muitos títulos para o país. Por outro lado lançou sua biografia em 2015, ainda novinho, talvez para não perder a onda da “Gibamania”. Acompanhe a seguir algumas curiosidades sobre esse nosso ídolo.

Muito prazer, Giba

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JUAN MABROMATA/AFP/Getty Images
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Nesta sequência você saberá um pouco mais sobre Gilberto Amauri Godoy Filho, (muito) mais conhecido como Giba, nascido em Londrina em 1976, e que atuou na posição de atacante de ponta, conquistando os principais títulos pela Seleção Brasileira, desde as categorias de base à principal, sendo oito vezes medalha de ouro na Liga Mundial, tricampeão mundial e ouro olímpico em 2004 e prata em 2008 e 2012. Tá bom pra você?

Pé quente?

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KAZUHIRO NOGI/AFP/Getty Images
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Coincidência ou não, quando Giba estava na equipe, a Seleção Brasileira nunca ficou fora de um pódio em qualquer competição. Além dos três títulos mundiais, do ouro olímpico de Atenas 2004 e das duas pratas em Olimpíadas (Pequim 2008 e Londres 2012); ele conquistou dois ouros e dois bronzes em Copas do Mundo; três ouros em Copas dos Campeões; oito ouros, duas pratas e dois bronzes na Liga Mundial; um ouro, uma prata e um bronze em Jogos Pan-Americanos; e oito ouros em Sul-Americanos.

Hall da fama e política

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Buda Mendes/LatinContent/Getty Images
Buda Mendes/LatinContent/Getty Images

É considerado um dos maiores jogadores de vôlei de todos os tempos, em nível nacional e mundial, mas somente em 2018, entrou para o Hall da Fama do vôlei. Em 2013 filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira e, no mesmo ano atuou como comentarista de voleibol na Rede Globo. Em 21 de agosto de 2017, foi anunciado como um dos participantes do reality show Exathlon Brasil na Band. Ainda em 2017, Giba saiu do PSDB e se filiou ao PSD.

Doping

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JUAN MABROMATA/AFP/Getty Images
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Pois é gente, nem um supercraque como Giba está livre de cair numa tentação. Como a maioria deve lembrar, Giba foi pego num exame antidoping no fim de 2002 e foi a julgamento no início de 2003, pegando uma pena de oito jogos. Logo em seguida já estava de volta à seleção brasileira, mas o trauma foi grande. Tanto que ele conta detalhes do episódio logo no primeiro capítulo, como se fosse um desabafo.

Baixinho

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Buda Mendes/LatinContent/Getty Images
Buda Mendes/LatinContent/Getty Images

O vôlei sempre foi considerado um esporte apenas para os gigantes, certo? Pois o talento de Giba mostrou que não é bem assim que as coisas funcionam. Apesar de para os padrões brasileiro ser um “gigante” de 1,92m, o jogador que se tornou um dos principais ponteiros do mundo, normalmente enfrentava adversários que tinham mais de 2,00m, mas ele conseguia superar os bloqueio com sua técnica, mostrando que tamanho não é documento.

Rapidinho

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DAMIEN MEYER/AFP/Getty Images
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Quando o assunto era altura, Giba poderia sair atrás de seus adversários, mas ele superava isso na velocidade. Também contando com a ajuda de Ricardinho, um dos melhores levantadores da história, quando o quesito era acelerar a partida, o ponteiro revolucionou a maneira de jogar. Pra fins de nota: Giba tem uma impulsão de 3,25m. Segundo o blog “Mundo do Vôlei”, “com 1,92m, Giba nunca foi o atacante mais alto, mas era um dos mais velozes. Foi com um tempo de bola diferenciado e a velocidade de braço que o fizeram o atacante decisivo. Sua velocidade de movimento de ataque e a plástica no ataque sempre chamaram a atenção.

Novinho

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ROBERTO SCHMIDT/AFP/Getty Images
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Giba fez sua estreia nacional com apenas 16 anos e, com a mesma idade, o jogador recebeu a primeira convocação para defender a seleção brasileira infanto-juvenil. Ele defendeu o Brasil por 17 anos e levantou diversas taças. Capitão de uma equipe vitoriosa, o atleta sempre soube como liderar seus companheiros e sempre foi (e ainda é) motivo de elogios de seus companheiros. Só pra você anotar no caderninho, ele já atuou no vôlei de praia, mas por pouco tempo.

Ainda à frente

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ORLANDO KISSNER/AFP/Getty Images
ORLANDO KISSNER/AFP/Getty Images

Conquistando prêmios desde as categorias de base, o primeiro foi o melhor jogador do Mundial sub-19 em 1993, Giba é o brasileiro a mais vezes ser eleito o principal atleta dos torneios. Foram seis prêmios ao longo da carreira, dois a mais que Murilo, mas este último segue atuando pelo Brasil. Foi casado com a ex-jogadora de voleibol Cristina Pirv, com quem teve dois filhos, que moram com a mãe na Romênia .

Papa tudo

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JUAN MABROMATA/AFP/Getty Images
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Giba conseguiu ser campeão de todas as principais competições do vôlei mundial, são 22 taças pela seleção. O ponteiro foi ouro nas Olimpíadas, Liga Mundial, Campeonato Mundial, Copa do Mundo, entre outros títulos pelo Brasil. E mais uma para anotar no caderninho de fã: O ex-jogador disse em algumas entrevistas que, quando se mudou para Curitiba, nos anos 90, começou a torcer pelo Paraná Clube por conta da hegemonia estadual do clube na década de 1990.

O maior

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FILIPPO MONTEFORTE/AFP/Getty Images
FILIPPO MONTEFORTE/AFP/Getty Images

Dizem que Giba é O maior jogador do Brasil de todos os tempos. Concorde você ou não, veja essa curiosidade: O Brasil já havia conquistado uma medalha de ouro na Liga Mundial, mas estava muito longe de superar a hegemonia italiana na competição. Como superar isso? Que tal uma sequência de cinco títulos consecutivos? Não bastasse isso, o atleta esteve em quadra em oito conquistas entre 2001 e 2010.

Resiliente

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KAZUHIRO NOGI/AFP/Getty Images
KAZUHIRO NOGI/AFP/Getty Images

Giba sempre mostrou ser um cara resiliente, que supera os momentos difíceis. Ainda em sua infância, veja você, ele teve de superar uma leucemia. Como profissional, entre outros momentos complicados, talvez o pior de toda a carreira do atleta tenha sido em 2002, quando foi flagrado em um exame antidoping pelo uso de maconha. Dois anos depois do momento conturbado, ele deu a volta por cima com o ouro olímpico em Atenas.

Giba neles!

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Reprodução/Web
Reprodução/Web

Em 2015, já ex-jogador, Giba lançou sua biografia, chamada de “Giba Neles!”, escrita pelo jornalista Luiz Paulo Montes. O livro conta a história do jogador em quadras, e suas conquistas como a do tricampeonato mundial e a do ouro olímpico. E também curiosidades e segredos de quando atuava. Uma delas aconteceu no ano de 2000, durante a Liga Mundial. Giba ficou fora da fase final e o Brasil terminou a competição em terceiro lugar. Para a imprensa, jogador e departamento médico da seleção contaram que ele sentia dores no ombro e por isso não poderia atuar.

Desfalque na seleção

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JUAN MABROMATA/AFP/Getty Images
JUAN MABROMATA/AFP/Getty Images

Essa biografia parece mais um livro de aventuras! Só quem não era nascido não lembra do polêmico corte do levantador Ricardinho na reapresentação antes do PAN de 2007, no Rio de Janeiro. Pois no livro, além de contar que Ricardinho foi cortado por indisciplina e atrasos, Giba revela outras curiosidades, algumas sobre momentos polêmicos, como o caso do comitê anti dopping, e outros mais sérios ainda como a suspeita de marmelada no Mundial de 2010.

E hoje tem marmelada?

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Sebastian Salguero/LatinContent/Getty Images
Sebastian Salguero/LatinContent/Getty Images

Mas será que isso pode ser chamado de marmelada? Sobre a polêmica partida em que o Brasil entregou a vitória para a Bulgária, no Mundial de 2010, Giba conta em detalhes que os jogadores decidiram juntos que o melhor seria perder para ter um caminho mais fácil na sequência da competição. “Decidimos, a portas fechadas, que perderíamos o jogo, cientes de que seríamos bombardeados de críticas e, a partir dali, praticamente obrigados a conquistar o título mundial. Minha opinião? Perder aqui para ganhar lá na frente”

Tem sim, senhor!

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KIRILL KUDRYAVTSEV/AFP/GettyImages
KIRILL KUDRYAVTSEV/AFP/GettyImages

Para agravar o cenário da suposta “marmelada”, Giba também revela que, na véspera da partida, recebeu a visita do capitão búlgaro, Vladimir Nikolov, também interessado em perder o jogo para enfrentar Alemanha e República Tcheca em vez de Cuba e Espanha. “Eu sabia, claro, o motivo de ele vir até mim. A conversa foi franca, e os dois lados expuseram seus pontos de vista e deixaram claro o que fariam no jogo. As cartas e as estratégias estavam na mesa”.

A estratégia funcionou!

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KAZUHIRO NOGI/AFP/Getty Images
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Com Bruninho e Marlon com problemas de saúde, o Brasil jogou sem levantador, com o reserva Théo improvisado. Giba ressalta no livro que o técnico Bernardinho não concordou com a decisão -que não foi unânime- dos atletas. A seleção perdeu aquela partida, foi criticada por torcedores e pela imprensa em razão da marmelada, mas voltou da Itália com o título Mundial. No fim, a estratégia funcionou, mas acho que eles teriam sido campeões de qualquer jeito, o que vocês acham?

Usou mesmo substâncias proibidas?

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DAMIEN MEYER/AFP/Getty Images
DAMIEN MEYER/AFP/Getty Images

O craque estava na Itália, recém-separado da primeira esposa e conheceu uma italiana que o convidara para ir a uma festa, mas como era véspera de jogo ele decidiu ficar em casa com ela. Com ela. “…Uma noite agradável, deitados na cama, vendo um filme, tomando vinho. Minha cabeça estava longe. “Você se importa?” ela me questionou, mostrando um baseado. Não, não me incomodo. E acabei caindo em tentação. A sensação foi ótima. Os problemas ficaram para trás. Nem sequer me lembrava de que, dali a poucas horas, teria jogo, nem das Olimpíadas, muito menos da seleção brasileira”, descreve Giba.

Com o Giba de fora

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Beata Zawrzel/NurPhoto via Getty Images
Beata Zawrzel/NurPhoto via Getty Images

Uma outra curiosidade reportada na biografia é sobre um período em que ficou fora da seleção. Na fase final da Liga Mundial de 2000, antes dos Jogos Olímpicos de Sydney, ele não jogou por um motivo bastante inusitado, como conta no livro. Você já entendeu que as tais “dores no ombro” não eram bem no ombro, certo? Pois saiba que ele ficou de fora de toda a fase decisiva, com uma fratura no pênis. Sim, no pênis, por mais bizarro que isso possa ser, mas ele reportou como fortes dores no ombro.

E como dói!

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ALEXANDER NEMENOV/AFP/Getty Images
ALEXANDER NEMENOV/AFP/Getty Images

“Em uma folga antes da última semana de jogos da Liga, sofri essa lesão durante uma relação sexual com minha esposa. Fiquei com um enorme inchaço, que me impedia quase de andar. A dor, acreditem, é insuportável. Dormia com gelo ao lado da cama, e toda manhã, antes de levantar, aplicava. Quando cheguei ao urologista, caminhando com dificuldades, fiquei sem graça. Não sabia nem como falar aquilo. Ele percebeu e foi direto ao ponto: “Já sei, você fraturou o pênis, certo? Fique tranquilo, é algo muito comum”. Respirei aliviado. Fiquei quase um mês afastado”.